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Humano, Ainda Que Poderoso

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PALAVRA DO DIA - Humano, ainda que poderoso
Lucas 7:1-10
17 de novembro de 2015
--- "Senhor, não te incomodes, porque não sou digno de que entres debaixo do meu telhado", Lucas 7:6b.
--- Os maiores problemas de relacionamento no trabalho geralmente acontecem entre chefes e subordinados. Grandes amizades no trabalho costumam acabar quando um dos amigos assume a chefia. O desafio do poder de mando ou de comando é difícil de ser administrado por certas pessoas. Além de que o exercício de poder corrompe o indivíduo, segundo Michel Foucault. Mais doloroso é saber que até mesmo crentes em Cristo mudam sua atitude quando assumem posições de comando. Conta-se de um simpático membro da igreja, amado de todos e grande servo até ser eleito diácono, tornando-se excessivamente arrogante e antipático.
--- Muitos são desafiados pelo poder para controlar a vida de outras pessoas a seu favor. Outros usam-no para adquirir prosperidade ilícita. E ainda há aqueles que usam-no para conseguir favores imorais, ato que é classificado criminalmente como assédio.
--- O texto não descreve bem quem era o centurião. Sabemos que o centurião era o quarto no comando militar de Roma. Acima da Centúria (100 soldados), vinham os Manípolos, a Coortes. Esses compunham a Legião. Diz-se que uma legião chegava a ter até 60 centúrias. Porém, nesse diálogo à distancia com o Mestre aprendemos muito a respeito dele.
--- Primeiro, ele era um homem que cria em Deus. Ele era amigo dos judeus, construiu uma sinagoga e certamente freqüentava os cultos. Possivelmente era um prosélito, gentio que está no processo de dissipulado para ser recebido na religião judaica. Chamam isso de nascer de novo, como a pessoa que é salva por Cristo na igreja. O judeu acreditava que ao passar pelo renascimento como judeu, o indivíduo perdia a hereditariedade gentílica, a ponto de poder casar com sua irmã ou mãe e não ser considerado incesto.
--- Segundo, ele demonstra ser um comandante que respeita e trata seus subordinados com dignidade. Os romanos eram duros com os servos. Tratavam eles como ferramentas de trabalho. Entretanto, este lida com seu servo como um ser humano. Demonstra um grande amor fraternal por ele na sua luta contra a enfermidade. Essa é a imagem do membro da igreja, cidadão do Reino de Deus que Cristo anuncia para além de Atos 2. Entristece-me o coração quando tomo conhecimento de irmãos que têm empreendimentos e tratam seus "helpers" como se fossem seus carrascos, sem a menor misericórdia. Lembro de pessoas que, ao se referirem a seus chefes em "house cleaning" aqui nos EUA, as lágrimas enchiam seus olhos. Isso mancha a glória do Reino de Deus que a igreja anuncia ao mundo.
--- Terceiro, demonstra humildade diante de Jesus Cristo. Reconhece nele o Messias, filho de Deus, capaz de realizar curas impossíveis para os médicos. Essa é uma atitude que alguns líderes denominacionais só ensinam mas não vivem. Se encontrassem o Mestre hoje questionariam porque com tanto poder ele não anda de jatinho milionário e carrões ultra confortáveis, caros e não vive em mansões super luxuosas. Já que ele veio para tivéssemos vida abundante. Demonstram um desvirtuamento do poder do Evangelho de Cristo. O "... que vos ameis uns aos outros", inclue também os líderes - diáconos, presbíteros, missionáiros, pastores, bispos, profetas, apóstolos, arcanjos -. Não é um mandamento só para o membros sem ofício de liderança.
--- Ele era um exemplo de fé, em quarto lugar. Embora sendo homem de grande poder perante os homens, em virtude de sua humanidade corrupta e pecaminosa, reconhecia não ser digno de receber o Mestre em sua casa, humilhando-se diante do filho de Deus. Ele tinha poder militar, mas reconhecia que isso nada significava diante do poder divino, espiritual, sobrenatural de Jesus Cristo. Com humildade e fé intercede pelo seu servo.
--- Jesus Cristo reconhece pela primeira vez fé genuína vinda de alguém que não faz parte do povo de Israel, de um gentio. "Eu lhes digo que nem em Israel encontrei tamanha fé". Devemos exercitar nossa fé, viver com humildade, mesmo quando em nossa carreira profissional ou social haja motivos de orgulho, mesmo porque nada temos que não seja pela vontade de Deus, como bençãos suas. Que glória quando pelo exercício, a prática de nossa fé, recebemos o reconhecimento de Jesus Cristo!
--- Deus abençoe o seu dia e o capacite a exercitar, praticar sua fé, com a humildade e a reverência ao Filho de Deus demonstrada pelo centurião romano.
Paz!
Pr. Alcenir

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