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Atrasados Para A Festa, Mateus 25,1-13…

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Atrasados para a Festa
Mateus 25:1-13
31 de janeiro de 2016
Pastor Alcenir Oliveira
“E, depois, chegaram também as outras virgens, dizendo: Senhor, senhor, abre-nos a porta! E ele, respondendo, disse: Em verdade vos digo que vos não conheço. Vigiai, pois, porque não sabeis o Dia nem a hora em que o Filho do Homem há de vir”, Mt 25:11-13.
Jesus Cristo entra em Jerusalém ao fim de sua última viagem vindo da Galiléia. Multidão o seguia e dava boas vindas ao profeta de Nazaré. No templo, Jesus Cristo ensina o povo a respeito do Reino de Deus e de sua segunda vinda.
Jesus Cristo atraia multidões para ouvir seus ensinamentos. Os líderes de Israel, escribas, saduceus, fariseus, membros do Sinédrio se agitavam, temiam o que estava acontecendo e procuravam uma forma de tirar o Mestre de circulação. Para isso, geravam perguntas que eram armadilhas para que Jesus desse uma resposta que justificasse prendê-lo. Assim, seus ensinos foram em resposta a essas perguntas mal intencionadas.
Jesus conta a parábola dos dois filhos que são enviados a trabalhar na vinha. Um diz que não vai e acaba indo; o outro diz que vai e acaba não indo. Aqui Jesus ensina que publicanos e prostitutas, os pecadores, estão com os corações mais abertos para aceitar o Reino dos céus do que aqueles que se consideram santarrões. "Qual dos dois fez a vontade do pai? O primeiro, responderam eles. Jesus lhes disse: Digo-lhes a verdade: Os publicanos e as prostitutas estão entrando antes de vocês no Reino de Deus”. Mt 21:31
Ele diz que o Reino de Deus será tirado dos Judeus e será dado a um povo que dê os frutos do Reino, no capítulo 21, verso 43, prenunciando a pregação do evangelho aos gentios.
Posteriormente, Jesus Cristo ensina sobre sua segunda vinda e os adverte dizendo para vigiarem, pois não sabem em que dia virá o seu Senhor. Mt 24:42.
Em seguida, Jesus Cristo conta a parábola das dez virgens. Aqui nós temos alguns personagens e objetos que precisam ser evidenciados, o noivo, a noiva, as dez virgens ou madrinhas, as lâmpadas e o óleo.
Em princípio, não entendemos a ilustração contida na parábola. É preciso saber um pouco da tradição. Por quê reunem-se dez virgens. Segundo a tradição que ainda nos dias de hoje celebram em Israel, ao fim de um período longo de compromisso, a festa de casamento é anunciada. As dez madrinhas, ou virgens, ficam esperando a chegada do noivo em uma casa. O noivo virá a esse local e anunciará sua chegada. Dali elas vão conduzir o noivo até a casa da noiva para levá-la para a casa onde será a festa. A festa e a lua de mel são no mesmo lugar e duram mais ou menos uma semana. No primeiro dia faz-se o casamento, festejam, e os noivos se recolhem em seus aposentos. No dia seguinte, continua a festa e, assim, por uma semana.
Segundo a tradição, há uma pegadinha. O noivo pode vir a qualquer hora do dia. Quanto mais embaraço provocar, mais eficiente ele será na sua entrada triunfal. Isso significa, encontrar as pessoas que precisam acompanhá-lo despreparadas, dormindo ou mal vestidas. Jesus Cristo usa uma ilustração de algo real, que pode ter acontecido, para ensinar e admoestar. Apontando para o desastre de cindo das madrinhas que se atrasaram e perderam a festas. Por quê Jesus Cristo fala aqui de pontualidade?
1. A Pontualidade fala a respeito de nós
O que o recorte que Jesus faz dessa estória nos ensina sobre renovo? Nos fala de rever e renovar a disciplina do nosso tempo. Nos aclama a sermos proativos para que façamos “a coisa certa”.
Muitos de nós já foram surpreendidos com alguma coisa que nos está faltando, que são essenciais para algo que vamos fazer, e que nos causa grandes transtornos. É comum nos dar conta de que esquecemos a carteira em casa quando passamos no caixa de um mercado. É trágico quando o carro morre na rodovia e verificamos que a gasolina acabou. É irritante quando chegamos para um evento, cinema ou festa e já perdemos a melhor parte. Mais vergonhoso e triste é quando fazemos parte do grupo de cerimônia de casamento ou outra qualquer e, ao chegarmos, nos dizem que só estavam nos esperando para começar. Isso ocorre por imprudência, pois sabemos que se não anteciparmos essas coisas e provermos para evitá-las, elas vão acontecer. Seremos vítimas da chamda “lei de Murphy” .
Jesus Cristo está falando, em primeiro lugar, com os Judeus e, em segundo, com a igreja. Os Judeus se dividiram; alguns creram e aceitaram o convite de Jesus Cristo e estão preparados para entrar no Reino. Os demais querem o Reino, como qualquer outra pessoa quer ter algo especial, mas não dá importância para o convite.
Na estória da parábola, poderiamos rotular alguns tipos de madrinhas imprudentes. Temos aquelas que jamais se perdoariam e fazem um compromisso de mudar. Há aquelas que sofreriam com a decepção, mas continuriam sem mudar de atitude. Há outras para quem entrar na festa não faria diferença, são indiferentes, e nem lhes passa pela cabeça rever sua atitude.
2. O crente prudente
As virgens prudentes representam os verdadeiros crentes. Mas o que é ser prudente. O dicionário online diz que o prudente é um indivíduo “que se desvia do perigo; que demonstra cautela; ajuizado, e que tem o hábito de se precaver; que se prepara de maneira antecipada; o sujeito prudente está sempre preparado para as dificuldades”.
Uma pessoa prudente evita se meter em situações de risco que pode colocá-lo em problemas ou prejuízo. Ao mesmo tempo, busca se prevenir para eventualidades e para situações que vão acontecer, para as quais precisa se preparar. Ele proativo. Um bom exemplo é o adolescente que, como qualquer outro, quer ser médico. Ele sabe que a concorrência é grande, sabe que precisa estudar muito para estar preparado, não pode perder tempo. Por isso, enquanto todo sábado o outro candidato vai jogar bola, vai ao cinema ou às festinhas, ele aproveita para estudar e repassar a matéria do cursinho.
No dia da prova os dois entram juntos, estão próximos e se olham; o prudente tem um olhar de confiança e segurança quando está fazendo a prova; o outro desmonstra desespero e, certamente, arrependimento de não ter seguido o exemplo do outro.
Os prudentes são aqueles que se assumem como membro do Reino de Cristo, que assumem o compromisso da pontualidade, que assumem o compromisso de se edificar, que assumem o compromisso de freqüentar estudos bíblicos, que assumem o compromisso acompanhar os sermões como fonte de aprendizagem e edificação, que assumem o compromisso de buscar em outras fontes, que assumem o compromisso de aprender e deixar que o ensino os mude, que aceitam mudar de atitude. Esses se sentem derrotados quando, por certos transtornos, chegam atrasados no culto, ou ficam impedidos de estar no culto, estudo, encontro de oração que tanto lhes faria bem. Esses estão sempre buscando, querendo mais da graça de Cristo. Esses estão sempre preparados e jamais lhes falta azeite na lâmpada.
Esse é o retrato da vida da igreja. Os crentes prudentes são aqueles que desfrutam abundantemente da graça de Deus. Sabem dos planos e programas da igreja. O pastor não precisa lembrá-los do horário do culto, nem qual é o seu compromisso com a igreja. É aquele que sente alegria de estar na igreja para louvar e adorar o Senhor. É aquele que louva e adora com o mesmo espírito se há um grupo de louvor de duas pessoas e um violãozinho mal tocado ou uma super banda gospel, pois para Deus não importa o tamanho do grupo de louvor ou se tem grupo de louvor, o que Deus quer é o verdadeiro adorador que adora em espírito e em verdade.
3. Crente Imprudente
Porém, não precisamos falar muito sobre o crente imprudente. Ele é representado pela atitude das madrinhas ou virgens néscias. Ele dá a impressão de que está fazendo favor para Deus, que Deus precisa dele e está implorando para que seja freqüente, pontual, que assuma compromisso, que procure ser crente fiél, que seja um grande dizimista. Esse é o grande engano.
Não é Deus que precisa de nós. Nós é que precisamos dele, nós recebemos dele a salvação de graça. Não ganhamos a salvação por ser pontuais, freqüentes, comprometidos com a igreja, dedicados ao trabalho de Cristo. Não!
Nós somos asssim. É nossa atitude cristã. Somos pontuais, freqüentes, comprometidos com a igreja, dedicados ao trabalho de Cristo por causa da nossa nova natureza de crentes em Jesus Cristo, servos do Senhor. Fazer isto nos alegra o coração e nos leva a usufruir mais da graça de Cristo. Isso nos leva para a presença de Deus. Isso nos edifica e nos faz crescer como pequenos Cristos em busca da maturidade, para alcançar a plenitude da estatura e da atitude de Cristo, Ef 4:13. Como servos de Cristo, queremos ser verdadeiros adoradores que adorem em espírito e em verdade, João 4:23.
Mathew Henri diz que “a loucura das virgens néscias está em que elas levaram suas lâmpadas, e não levaram nenhum óleo extra. Elas tinham óleo para queimar somente para aquele momento, para o presente século, para fazer um “show”, como se pretendessem ter o encontro com o noivo; mas não tinham nenhuma vazilha com óleo de reserva para quando o noivo fosse anunciado”.
Esse é o retrato dos crentes hipocritas. São pessoas que agem como crentes, têm cara de crentes, demonstram pertencer ao grupo dos crentes, sentem-se felizes no meio deles, mas vivem isso como se fosse um clube. Esses são aqueles crentes que não têm resposta para nada, quando confrontados; são crentes que não conhecem a Palavra de Deus, não são ensináveis e não querem aprender. São crentes nanicos, adultos que vivem como crianças espirituais.
Essas pessoas são como as virgens néscias ou imprudentes, não têm princípios internalizados em si. Elas têm as lâmpadas da confissão em suas mãos, mas não as tem nos seus corações. Esses crentes não têm sabedoria, nem disposição enraizada, nem firmes resoluções, as quais são necessárias para fazerem o serviço do Reino e caminharem no meio de tentações, tribulações e adversidades deste presente século. Eles são persuadidos por influência do ambiente cristão, mas estão vazios de vida espiritual.
4. Lâmpada e azeite
Como está sua lâmpada? E o seu azeite? O salmista diz que a Palavra de Deus é lâmpada para os nossos pés e luz para o nosso caminho, Sl 119:105. A palavra nos mantém direcionados para o Reino e nos orienta para sermos eficientes servos de Cristo. Com isso, nós usufruímos mais da graça de Cristo, enquanto aqui vivemos.
O azeite da lâmpada é o Espírito Santo. Nossa lâmpada deve estar sempre cheia, assim como devemos levar sempre reserva do azeite, do Espírito Santo, que mantêm nossa lâmpada acesa. Nunca corra o risco de sua lâmpada faltar azeite e a luz diminuir, pois assim os problemas começam a surgir, visto que erramos o caminho e saímos da presença de Deus.

Conclusão
Eu pergunto porque o crente em Cristo Jesus, que recebeu o presente da salvação de graça, é capaz de chegar atrasado ao culto, para um curto momento de uma hora e meia, uma vez a cada sete dias. Imagino como seria se comessássemos a fechar a porta no momento exato do início do culto, quantos estariam dentro e quantos estariam do lado de fora.
O julgmento cabe a Deus. Entretanto, nossas ações, nossa pontualidade demonstram a nossa atitude. Elas falam de nosso comprometimento como crentes em Cristo, fala de nossa fé, fala de quanto azeite há em nossa lâmpada, fala até se nossa lâmpada continua acesa ou se já queimou todo o azeite e não foi reabastecida.
A parábola das dez virgens não pretende ensinar sobre a volta de Jesus Cristo. Ela ensina sobre aqueles que são chamados para o Reino enquanto ainda estão neste mundo. Entretanto, esses não conseguem atingir a maturidade de filhos da luz, de filhos do Reino. Suas lâmpadas queimam e não iluminam o suficiente para chegarem até o fim da jornada, porque seus corações estão divididos. Ela é um alerta para pessoas que estão vivendo uma vida iludida para que tomem uma decisão, para que decidão ficar do lado de fora ou entrar e fazer parte do Reino.
A parábola também fala do “evangelicalismo”, o evangelho do movimento gospel. Multidões se aderem a esse evangelho. Porém, esse é um evangelho vazio de princípios. É um evangelho que chama as pessoas, mas não transforma vidas. Suas doutrinas são manchadas de heresias, que desviam do verdadeiro alvo da adoração que é o Deus único e verdadeiro. O emocionalismos e a falta de edificação na verdadeira doutrina tem levado ao absurdo de adoração a outros seres celestiais como a adoração de anjos. Somente Deus, o triúno Deus, Deus pai, Deus filho e Deus Espírito Santo é merecedor de honra, toda glória, todo louvor, toda adoração, Lc 4:8.
Os princípios desse evangelho nos alerta de que há crentes que simplesmente não prestarão culto quando não houver equipamentos de som, instrumentos musicais e pessoas de boa voz em grupo de louvor. Lembro da igrejinha no interior de minas onde, à luz de lamparina, os crentes se reuniam, cantavam hinos do hinário sem nenhum instrumento, acompanhavam a leitura da palavra com coração aberto e desejosos de entender os ensinos, mesmo sem alguém que fosse capaz de um bom ensino ou um sermão. Entretanto, seus corações estavam cheios da graça de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
Há duas observações que Barclay faz com relação a esse ensino: Primeiro, nele Jesus nos “adverte que há certas coisas que não se podem obter no último momento”. Uma dessas coisas é a vida eterna, a salvação. No momento em que Cristo fizer tocar a trombeta, não adianta procurar alguém para saber desse evangélho da salvação.
Segundo, ele nos adverte de que “há certas coisas que não se podem pedir emprestadas”. O azeite ou óleo do Espírito que enche nossas lâmpadas é algo pessoal. Há coisas de uso pessoal que não se empresta. Às vezes nos emocionamos com o testemunho de relacionamento pessoal com Deus de alguém, mas ele não pode emprestar um pouco para quem não tem. Ele pode servir de exemplo para que você desenvolva o seu com Deus.
As pessoas cheias do Espírito contaminam e abençoam os que com elas convivem. Porém, Barclay diz que “não podemos viver sempre do capital espiritual que outros reuniram. Há certas coisas que devemos ganhar ou possuir por nossa conta”.
É duro quando ouvimos alguém nos dizer “sinto muito, é tarde demais”. Lembro que chegamos em Roma e confundimos a hora e nosso relógio ficou uma hora atrasado. Chegamos ao reembarque e nos disseram que o avião já tinha saído há uma hora.
Nós devemos estar sempre preparados e manter azeite extra para alimentar nossa lâmpada, para que tenhamos luz para os nossos caminhos, para iluminar aqueles que estão em trevas e achem o caminho da salvação, até que Cristo nos dê entrada para o Reino Eterno.
Paz!
Pr. Alcenr

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